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Conheça a importância da sanidade do baixeiro para altas produtividades!

Atualizado: 4 de jun. de 2022

Olhando de perto a cultura da soja, vemos sua característica de distribuição quase uniforme de produção em três terços (superior, médio e inferior). Por vezes, a depender de qual cultivar está trabalhando - ciclo precoce, médio ou tardio - uma coisa é comum e de extrema importância quando falamos do manejo de proteção do nosso baixeiro: a manutenção da sanidade de todas as folhas, especialmente essas do terço inferior, onde normalmente inicia o processo infeccioso.


Desde já, entrando na famosa divergência de ideias quanto ao manejo de recomendação da primeira aplicação de fungicida em lavouras de soja, a recomendação parece tabelada nas diversas fazendas que passei: primeira entrada nos estádios de V6 a V8, quando as linhas de plantio ainda estão abertas e teremos como proporcionar uma adequada deposição de gotas nas folhas do terço inferior. Entretanto, pensando especificamente na ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), infelizmente, a calendarização de nada adianta - ou você tem a presença da doença na sua área/região, e por isso deve se programar preventivamente, ou não tem. É bem direto ao ponto, mesmo. A conta dos dias que o residual desse fungicida ficará na lavoura é bem simples de fazer para entender bem como o seu dinheiro está sendo gasto.


A aplicação feita dessa forma pode até segurar alguns fungos que já estejam na área por conta dos restos culturais da safra passada, falando a respeito de antracnose (Colletotrichum truncatum) ou mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), por exemplo, mas não no controle da ferrugem - que ainda nem está na sua região e aplicações sequenciais estão sendo feitas para sua “prevenção”. O monitoramento assíduo da sua lavoura e acompanhamento diário da região de modo geral quanto a possíveis inóculos, será, nesse caso de doença, o melhor preventivo a ser feito.


Nessa linha de raciocínio, percebe-se como a sanidade do terço inferior da planta é importante por representar a principal porta de entrada das doenças na lavoura a partir dos 30 dias da emergência da cultura, fora a característica de algumas variedades de soja concentrarem nele uma parcela importante dos componentes de rendimento.


Por assim ser, após o fim da proteção proporcionada pelo tratamento de sementes, a cultura passa a ficar desprotegida quanto à infecção de outras doenças importantes, como: mancha-alvo (Corynespora cassiicola), cercóspora (Cercospora kikuchii), mancha parda (Septoria glycines), mancha-alvo (Corynespora cassiicola), oídio (Microsphaera diffusa), mancha-olho-de-rã (Cercospora sojina) e, em nossa região, o míldio (Peronospora manshurica).


De acordo com Balbinot Junior et al. (2018) o índice de área foliar (IAF) representa a relação entre a área foliar da planta e a área ocupada pela planta no solo. Por exemplo, uma área foliar de 5,5 corresponde à 5,5m² de folhas para 1m² de área de solo. A área foliar, desse modo, apresenta relação direta com a produtividade da cultura, uma vez que maiores áreas foliares correspondem à maior absorção de radiação, produção de fotoassimilados e consequentemente acúmulo de biomassa nos grãos.


Para se ter noção, após a emergência das plantas de soja, o IAF aumenta com o avanço do ciclo de desenvolvimento até atingir um ponto em que não há mais emissão ou expansão de folhas - tendo o IAF reduzindo a cada dia em função da morte das folhas.


Estando na fase de floração da cultura e até o seu enchimento de grãos, é necessário manter uma área foliar mínima para garantir potencial elevado de produção de soja: quanto mais rápido a cultura atingir o IAF máximo e quanto mais tempo essa mesma área foliar permanecer ativa, maior será a produtividade da cultura.


Por essas e por outras, alguns trabalhos publicados pelo saudoso professor Dirceu N. Gassen (2002) mostram que plantas de soja com IAF 7:1 toleram mais de 40% de desfolhamento, enquanto plantas com IAF 3:1 não permitem desfolhamento.


Portanto, é no momento de aplicação versus o nível de infecção de doenças que temos que nos garantir!


Por isso, tenha em mente três pontos principais sobre a importância da sanidade do baixeiro para a sua lavoura:


1. Serás menor expressão das doenças. Aqui, com a redução da área foliar, consumindo energia da planta que seria para processos de defesa, irá acelerar seu ciclo e reduzir os esperados componentes de rendimento.


2. Irá garantir o melhor enchimento das vagens. Já se sabe que as vagens do baixeiro podem representar de 40-50% da produtividade da lavoura a depender da variedade.


3. Proteção que se reverte em produtividade.


29 comentários


Sergio Silva
Sergio Silva
18 de jun. de 2022

parabens

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Sergio Silva
Sergio Silva
18 de jun. de 2022

👏👏

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Sergio Silva
Sergio Silva
18 de jun. de 2022

boa pessoal

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CanedoAraujo Agro
CanedoAraujo Agro
29 de mai. de 2022

👏

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💪

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CanedoAraujo Agro
CanedoAraujo Agro
29 de mai. de 2022

parabéns

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